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Preço dos ovos dispara quase 20% em março, aponta IPCA-15

Com altas em ovo de galinha (19,44%), tomate (12,57%) e café moído (8,53%), alimentação no domicílio acelera para 1,25% em março.

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Com altas em ovo de galinha (19,44%), tomate (12,57%) e café moído (8,53%), alimentação no domicílio acelera para 1,25% em março.
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,64% em março, desacelerando em relação a fevereiro, quando havia subido 1,23%. No acumulado do trimestre, o IPCA-E atingiu 1,99%, acima do 1,46% registrado no mesmo período de 2024. Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 chegou a 5,26%, superando os 4,96% registrados anteriormente.

Entre os grupos analisados, Alimentação e Bebidas teve a maior variação (1,09%), impulsionada pelo aumento expressivo do preço do ovo de galinha, que disparou 19,44%. Outros itens essenciais para a alimentação domiciliar também registraram altas significativas, como tomate (12,57%), café moído (8,53%) e frutas (1,96%). A alimentação fora do domicílio também subiu 0,66%, puxada pelo aumento da refeição (0,62%).

No grupo Transportes, que subiu 0,92%, os combustíveis tiveram um aumento de 1,88%, com destaque para o óleo diesel (2,77%), etanol (2,17%) e gasolina (1,83%). O reajuste das tarifas de trem no Rio de Janeiro (4,25%) também impactou o setor, elevando o subitem transporte ferroviário em 1,90%.

Já em Despesas Pessoais, que avançou 0,81%, o aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos (7,42%) refletiu o fim da Semana do Cinema, que ofereceu descontos em fevereiro. No setor de Habitação, a alta foi de 0,37%, com impacto da energia elétrica residencial (0,43%), que incorporou reajustes regionais e mudanças nas alíquotas de PIS/COFINS.

Dentre as regiões analisadas, Curitiba registrou a maior alta (1,12%), impulsionada pelos aumentos nos preços da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Já Fortaleza teve a menor variação (0,34%), beneficiada pela redução nos preços da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,90%).

Os dados foram coletados entre 13 de fevereiro e 17 de março de 2025 e abrangem famílias com renda entre 1 e 40 salários-mínimos em diversas regiões metropolitanas do país. O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA oficial, diferenciando-se apenas pelo período de coleta e abrangência geográfica.

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